Plástica em orientais

A imigração japonesa influencia diretamente a cultura brasileira e vice-versa. A convivência e troca de experiências entre ambas as culturas têm propiciado experiências excepcionais.

A herança deixada por nossos antepassados nem sempre é como a gente gostaria. E nem estamos falando de bens materiais. Melhorar um aspecto que incomoda não descaracteriza a raça nem tampouco “nega as origens”.

A busca por alterações corporais usando a cirurgia plástica é uma realidade também entre os descendentes orientais. Nestes casos, muitas diferenças inerentes a cada raça devem ser respeitados, sob risco de resultados artificiais. Não se pode aplicar os mesmos princípios ocidentais aos orientais.

A pele oriental requer cuidados redobrados para não manchar, pois estas mancham com maior facilidade.

Não se pode transformar crisântemo em orquídea. Cada raça tem sua beleza própria e a função do cirurgião é trazê-la para fora

Pálpebras

É talvez a cirurgia que exista mais diferença entre ocidentais e orientais. A pálpebra oriental difere na espessura da pele, quantidade de gordura (tem mais gordura), posição do sulco palpebral (“dobra da pálpebra”), posição dos cílios (orientais tem os cílios virados para baixo) dentre outras.

Um dos procedimentos mais buscados é a “ocidentalização”. Esta cirurgia consiste na construção de “uma dobra na pálpebra superior”, geralmente associada a remoção da pele e gordura em excesso. É uma cirurgia pequena, porém bastante meticulosa e complexa. O resultado é imediato. A pálpebra fica inchada por alguns dias. Os pontos são retirados com 5 dias.

Esta cirurgia dá a falsa impressão do aumento dos olhos. O maior benefício é um olhar mais expressivo, mais vívido.

Plástica em orientais nas pálpebras

A remoção do excesso de pele e gordura das pálpebras também é muito requisitada. É comum com o passar do tempo, apresentar pele sobrando e caindo sobre os olhos. Os nino-descendentes costumam apresentar tais alterações em idade mais tardia que os ocidentais, mas sofrem da mesma maneira.

É comum entre os orientais, e com toda razão, o temor da formação de queloides. Sabe-se que a incidência é maior entre os orientais. Felizmente a ocorrência de queloide na pálpebra é muito rara. O único cuidado é não estender a cicatriz muito perto do nariz. Esta região tende a ficar marcada em orientais.

Nariz

Plástica em orientais no nariz

As características do nariz oriental são muito peculiares. O dorso nasal muito baixo pode prejudicar o apoio dos óculos. Alterações na ponta do nariz como “ponta caída” e nariz largo são menos comuns mas podem ocorrer.

Para corrigir o dorso nasal baixo é necessário “colocar” algo para dar sustentação. O mais comum é o MEDPOR (polietileno poroso). Ele apresenta algumas vantagens sobre o silicone, que também é uma opção. Outras substâncias usadas são: enxerto de costela, osso do quadril e septo do nariz. Estas opções são mais dolorosas e invasivas, devendo ser reservadas para poucos casos.

Mama

A frequência da condição chamada “hipomastia” é muito grande em orientais. Como regra elas têm mamas menores e menos volumosas. É muito raro a “gigantomastia”.

A cirurgia de prótese de mama em orientais não difere muito das outras. É muito importante relacionar a dimensão do tórax e biotipo da paciente para obter harmonia.

Glúteo

Bumbum “chato” e sem projeção é outra queixa comum das nipônicas. A melhor opção é a inclusão de prótese de silicone. Aqui também a técnica não difere das outras. Apenas a estrutura do quadril e a proporção do restante do corpo devem ser criteriosamente analisadas sob o risco de resultados artificiais.

Panturrilha

É comum a queixa: “Minhas pernas são muito afastadas” entre as orientais. Após excluir os casos com problemas ortopédicos, uma maneira de camuflar o problema é a inclusão de prótese de silicone nas panturrilhas.

Este não é um procedimento realizado por todos os cirurgiões plásticos. É importante que seu médico tenha bastante experiência neste tipo específico de cirurgia.